Ouvindo uns aos outros – no ambiente público e na igreja

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31/3, terça-feira

OUVINDO UNS AOS OUTROS

Comunhão depende de comunicação.

Somente quando falamos e ouvimos uns aos outros é que os nossos relacionamentos progridem e amadurecem, ao passo que quando paramos de ouvir um ao outro, eles desmoronam. Existe no livro de Provérbios uma forte ênfase na necessidade e valor de ouvirmos uns aos outros.

Pv 12.15; cf. Pv 13.10; 15.12,22; 20.18

O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos.

Pv 15.31; cf. Pv 9.8; 17.10; 25.12; 27.5

Quem ouve a repreensão construtiva terá lugar permanente entre os sábios.

Pv 18.15

O coração do que tem discernimento adquire conhecimento; os ouvidos dos sábios saem à sua procura.

Essa necessidade de ouvir aplica-se a cada esfera da vida, desde o lar e o trabalho até o estado e a igreja.

Ouvindo no ambiente público

O mesmo princípio aplica-se ao estado. Se democracia é governar com o consentimento do governado, então este precisa ser ouvido. Caso contrário, não se pode dizer que deu o seu consentimento. A disposição para ouvir a todos os matizes de opinião é uma sine qua non para ser um estadista.

Ouvindo da igreja

A história da igreja tem se constituído num registro de controvérsias longo e deveras desanimador. Trata-se, na maioria das vezes, de questões teológicas importantes. Mas, com a mesma frequência, elas têm sido exacerbadas pela falta de capacidade ou disposição para ouvir.

Quando nos encontramos, sentamos juntos e começamos a ouvir, descobrimos que eles são seres humanos normais, e até mesmo nossos irmãos e irmãs em Cristo, e daí aumenta a possibilidade de compreensão e respeito mútuos. E ainda tem mais: quando, além do que os outros estão dizendo, nós ouvimos também aquilo que está por detrás do que eles dizem, e especialmente quando ouvimos o que é que eles tanto tentam salvaguardar, geralmente descobrimos que nós mesmos queremos defender a mesma coisa.

Eu não estou dizendo que essa disciplina é fácil. Longe disso. Ouvir com paciência e integridade ambos os lados de um argumento pode causar uma profunda dor mental, pois implica em interiorizar o debate até que se consiga, não só captar, mas também sentir a força de ambas as posições.

O cuidado pastoral fraternal distingue-se essencialmente do pregar pelo fato de que, acrescida à tarefa de falar a Palavra, existe a obrigação de ouvir.

Existe um tipo de ouvir que só ouve pela metade, pois já pressupõe saber o que o outro tem a dizer. É um ouvir desatento, impaciente, que despreza o irmão e só está esperando uma chance para falar e assim livrar-se da outra pessoa. Isto não é cumprir a nossa obrigação…

Os cristãos se esqueceram de que o ministério do ouvir lhes foi confiado por aquele que é, ele mesmo, o grande ouvinte e de cuja obra eles deveriam participar. Nós deveríamos ouvir com os ouvidos de Deus e falar a Palavra de Deus.

ORE:

  • Para aprender a ouvir as pessoas a ponto de compreendê-las
  • Para que saibamos compreender as pessoas nos ambientes públicos de nossa sociedade
  • Para que saibamos exercer a humildade de ouvir nossos irmãos em Cristo

ORE POR:

  • Maria e Família;
  • Marcone e Neide
  • Miss. Andressa Vitoria da Silva Sena – Radical Cristolândia;
  • Miss. Santiago Hernandez Asencio – Cuba;
  • Congregação Batista no Rangel – João Pessoa;
  • Crescimento no Comércio e Serviços;
  • Reconciliação e paz nas famílias

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