Share on whatsapp
Share on facebook
Share on pinterest
Share on twitter
Share on email
Share on print

8/4, quinta-feira

Deus, que muitos pensam, ser incapaz de qualquer emoção, tem (se bem que em termos humanos) sua ira ardente e seu amor vulnerável.

Jesus de Nazaré, o perfeito ser humano, não era um “machão durão”, um asceta sem emoções. Ele expulsou os hipócritas com raiva, olhou para um jovem líder rico e o amou, tanto podia regozijar-se em espírito como suar gotas de sangue em agonia espiritual, vivia se compadecendo das pessoas e até rompeu em lágrimas duas vezes em público.

Com todas estas evidências, é óbvio que nossas emoções não são para serem reprimidas, já que elas têm um lugar essencial em nossa natureza humana e, portanto, em nosso discipulado cristão.

Há lugar para a emoção na experiência espiritual

O Espírito Santo não se restringe a iluminar nossas mentes e ensinar-nos acerca de Cristo. Ele também derrama o amor de Deus em nossos corações.

Rm 5.5

E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.

Embora ainda não tenhamos visto a Cristo:

1Pe 1.8

Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa,

Naturalmente, existem experiências espirituais de muitos tipos e nós não devemos tentar estereotipá-las, insistindo para que todo mundo vivencie exatamente a mesma experiência.

Apesar disso, todos os cristãos, pelo menos de vez em quando, têm sentimentos, tanto de profunda tristeza como de profundo gozo. Por um lado, nós “gememos em nosso íntimo” em solidariedade com a criação caída, sentindo o peso da nossa própria queda e ansiando por nossa redenção final (Rm 8.22-25; 2Co 5.2-4). Por outro lado, exultando no Senhor, transbordamos de gratidão pelo grande amor com que ele nos amou.

Há lugar para a emoção na adoração pública

Olha o que a Bíblia diz sobre quando nos reunimos para adorar:

Hb 12.22-24

22 Mas vocês chegaram ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, 23 à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24 a Jesus, mediador de uma nova aliança, e ao sangue aspergido, que fala melhor do que o sangue de Abel.

O reconhecimento desta dimensão cósmica dá nova forma ao nosso culto. Precisamos nos lembrar que estamos “na presença do Deus Todo-poderoso e de todo o exército dos céus”. E ao participarmos da ceia nós declaramos que nos reunimos aos “anjos e arcanjos, com todo o exército dos céus” para adorar o glorioso nome de Deus. Isto quer dizer que somos transportados para além de nós mesmos, passando a uma realidade eterna e invisível. Ficamos profundamente emocionados com as glórias de que falamos e cantamos, e nos prostramos diante de Deus em humilde e jubilosa adoração.

A emoção tem seu lugar na pregação do evangelho

2Co 5.19-20

19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. 20 Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.

A essa exposição sistemática do evangelho devemos acrescentar um veemente apelo pessoal.

Atos 20.19, 31

19 Servi ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas, sendo severamente provado pelas conspirações dos judeus.

31 Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas.

Fp 3.18

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

É a combinação entre verdade e lágrimas, entre mente e emoção, razão e paixão, exposição e apelo, que faz o pregador de verdade. Afinal, “O que é pregar?” pergunta Lloyd-Jones, e passa a responder a sua própria pergunta. “Lógica em chamas! Razão eloquente! Serão as duas contraditórias? É claro que não. A razão concernente a esta Verdade deveria ser poderosamente eloquente… Pregação é teologia transmitida por um homem que está em chamas” (Martyn Lloyd-Jones, Preaching and Preachers, Hodder and Stoughton, 1971).

Há lugar para emoção no ministério pastoral e social

Aqui, como em todas as coisas, o próprio Jesus é o nosso modelo perfeito. No túmulo de Lázaro, face a face com a realidade da morte, Jesus reagiu com duas violentas emoções.

  1. Jesus ficou indignado e com raiva

Jo 11.33, 38

33 Ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam, Jesus agitou-se no espírito e perturbou-se.

38 Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada.

Por quê? Porque ele viu “a maldade da morte, sua anormalidade, sua ‘violenta tirania’, como diz Calvino.” “Ele consume-se de cólera contra o opressor dos homens… Fica tomado de fúria; todo o seu ser é transtornado e perturbado… É a morte que é o objeto de sua ira e, por detrás da morte, aquele que tem o poder da morte e aquele que veio ao mundo para destruir” (B .B .Warfield, The Person and Work of Christ (Presbyterian and Reformed, 1950), pp. 115-117)

  1. Jesus teve tristeza e compaixão

Jo 11.35

Jesus chorou.

Lágrimas de simpatia pelas irmãs enlutadas. Não é bonito ver Jesus, ao ser confrontado com a morte e o luto, comover-se tão profundamente? Ele sentiu indignação diante da morte e compaixão pelas vítimas desta.

Eu, pessoalmente, gostaria de ver mais indignação cristã para com o mal no mundo e mais compaixão cristã pelas vítimas do mal.

Pense na injustiça social e na tirania política, no impiedoso assassinato de fetos humanos dentro do ventre, como se eles não passassem de meros pedaços de carne, ou na maldade e cinismo dos vendedores de droga e dos produtores de pornografia, que fazem fortuna explorando a fraqueza das pessoas e à custa da ruína delas. Se estes e muitos outros males são odiosos para Deus, por que o seu povo não se revolta contra eles? E as vítimas do mal — os pobres, os famintos e os desabrigados, os meninos de rua abandonados pelos pais, as crianças que não nasceram ainda, mas cujas vidas já são ameaçadas por causa de uma sociedade egoísta, os prisioneiros torturados pela consciência, bem como os alienados e perdidos que nunca ouviram falar do evangelho? Onde está a compaixão de Jesus, que se expressa em ação prática em favor daqueles que sofrem?

ORE:

  • Para que você possa viver as emoções sob a direção do Espírito Santo.

ORE POR:

  • Renan e Família;
  • Pr Roberto e Carla (IEB Praia)
  • Miss. Wolber Silva Duarte – Radical Sul;
  • Miss. Serafine Bahene – África;
  • Congregação Batista em Mataraca;
  • Fim dos assassinatos;
  • Fim da Violência nas Famílias

LEIA MAIS A BÍBLIA: